Educação Alimentar / Actividade Física

É muito importante transmitir às crianças que elas são parte activa e participativa no processo da alimentação. A opção por uma “alimentação inteligente” é, em primeiro lugar, uma opção dos pais que têm o dever de passar estes valores às crianças e fazê-las entender o porquê dessa opção.

Como em tudo o que diz respeito à educação, os pais controladores (“não podes comer isso”, “estás proibido de comer batatas fritas”) e os pais permissivos (que deixam a criança comer tudo o que quer) não têm resultados muito positivos. Pelo contrário, quando os pais são eles mesmo modelos de uma alimentação saudável, as crianças são capazes de decidir de forma mais acertada.

Estabelecer algumas regras como “refrigerante só quando almoçamos fora” ou “ao sábado recebes um pacote de pastilhas elásticas, gere-a durante a semana” é uma forma de transmitirmos que existem alimentos que não fazem parte da nossa alimentação diária, mas que ser consumidos em ocasiões especiais.

Apropriarmo-nos dos heróis infantis e utilizá-los na missão de tornar as nossas crianças “inteligentes alimentares” é uma boa forma de passar a mensagem. Ainda que o Popeye já não faça parte do imaginário dos miúdos de hoje, podemos sempre recorrer aos futebolistas: “olha lá, achas que o Ronaldo conseguia marcar tantos golos, se andasse sempre a comer bolos e chocolate?”, “Não sabias que as Winx são espertas porque comem sopa todos os dias?”.

Raquel Ferreira

Educação Alimentar em Meio Escolar

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Referencial para uma oferta alimentar saudável